
A alegria quando eles chegam
a nosso mundo.
Dão sabor e calor a ele.
De mansinho ocupam completamente
nosso espaço, enchem nossos corações.
Pequenas flores que semeamos
na esperança de que, neste triste mundo,
possam trazer colorido a ele.
Lutamos, sobremaneira
para que tenham caráter, que sejam honestos,
que sejam integros em suas vidas e ações.
Fazemos das tripas coração,
para que sejam felizes,
que tenham uma boa educação.
Que sejam aquilo que
muitas vezes o destino nos impediu
de sê-lo.
Filhos, que enchem a casa com
sua algazarra, e quando não
se fazem presentes, nos deixam
tristes, pois um (grande) pedaço de
nós com eles está.
Filhos, em que espelhamos todos
nossos desejos, de um mundo melhor,
mais cordato, mais justo,
mais equanine;
apesar de falharmos, pois não
conseguimos, nessa nossa geração,
transformar esse mundo;
depositamos em suas costas essa
árdua tarefa.
Filhos, que um dia terão os
seus próprios filhos,
levando coça ao trocar uma
fralda, como um dia nós mesmos
apanhamos com isso.
Que trarão novas esperanças
para um novo mundo.
Filhos que contribuirão,
com seu conhecimento e
trabalho, para que chagas sejam
curadas, que dores sejam sanadas.
Filhos, que podemos abraçar
e dizer: Eu as amo demais.
Filhos, que posso contar com vocês,
com seu ombro amigo, seu papo
gostoso.
Filhos, que chamo a atenção, que grito
às vezes, e como!
Mas...filhos, tudo que o fazemos,
e assim fazemos, é na eterna busca,
para o melhor à vocês.
Que alegria e orgulho temos neste mundo,
porque temos: Filhos.
(Carlos Almo, 10.04.2011